AGON

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Agon de autoria de John Harper é um RPG competitivo com excelente material sobre a Grécia antiga. O objetivo real do jogo é ver quem pode acumular a maior glória antes de encontrar o seu destino final. O jogo, visa favorecer rivalidade “amigável”, como em um jogo semanal de pôquer com algumas provocações do tipo “quem é o melhor”, onde os PJs competem uns contra os outros não com o antagonista. O trabalho do antagonista é apenas a criação de desafios adequados para que os jogadores provem o seu valor ao completar a missão. No entanto, os jogadores ainda precisam cooperar em algum grau a fim de completar o desafio.

O antagonista possui uma quantidade x de Strife, que ele pode usar para construir NPCs,  monstros ou para aumentar a dificuldade dos desafios, mas eventualmente esses pontos irão acabar. Além disso, os PJs não podem morrer (a menos que eles queiram), mesmo se um encontro levar a uma Total Party Kill, os PJs vão acabar amarrado em algum lugar ou algo assim…

Ao vencer os desafios, os PJs ganham pontos de Glória, quanto mais difícil o desafio, maior glória adquirida. O PJ também receberá pontos extra por ter obtido êxito melhor do que todos os outros. A cada 10 pontos de Glória ganhos, melhores são os benefícios obtidos, por fim, os PJs também recebem 01 ponto de Legend. Uma vez que o personagem encontra o seu destino este é aposentado. Por quanto tempo ele é lembrado pelos gregos? Isso é determinado pela sua pontuação. Falando em Destino, a cada missão que for atribuído ao PJ, ou a cada vez que este é derrotado, e algumas outras circunstâncias podem aumentar o destino, uma vez que você chegue  a 16 de Destino, sua história acaba.

Outro aspecto interessante do jogo é o de Juramentos. Trata-se de “favores” que os outros PJs devem um para outros. Você pode chamá-los a qualquer momento para obter bônus nos testes ou para obter outros efeitos. Você também pode ajudar outro PJ sem ser perguntado e ganhar um novo juramento com ele. Assim ele recebe a glória agora, mas deve ajudar mais tarde.

As regras para a resolução de conflitos são simples. O narrador tem a opção de criar uma importante “batalha”. Isso significa que há apenas testes com personagens tentando obter a melhor posição e testes de “ferida” (física ou figurativamente), até que a oposição desista.

Se você não é grande fã da cultura grega, você pode muito facilmente configurar o jogo para culturas diferentes, por exemplo: alterar os nomes dos deuses e as descrições das armas e de repente você tem Vikings. É tudo o que “Rune” pela Atlas Games deveria ter sido. A ideia de um RPG competitivo é interessante e AGON faz um bom trabalho! Se você prefere um RPG menos competitivo e mais pautado na realidade, então procure o ótimo Phantasía RPG de autoria de André Neves.

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